Na única entrevista a uma revista Chilena, Diego Olivera, 19 anos, fala de seu novo estilo, ultra-sexy, do beijo na boca que deu no seu dançarino e do disco recém-gravado, que deve chegar às lojas do mundo todo em novembro. “Estou um pouco nervoso com a expectativa dos fãs.”
Diego está furioso. O recado está no título do seu próximo disco Celebrity e o Single Circus, que chega às lojas do mundo todo no final de novembro. A palavra significa sentir muita raiva, chocado, moralmente abalado. O disco, pelo que parece, é o contra-ataque de Diego Olivera por tudo o que ele passou nos últimos tempos. Antes de se trancar num estúdio para começar a gravar seu novo CD, o segundo de sua carreira, ele decidiu tirar um tempo de folga, sumir um pouco da mira dos fotógrafos, jornalistas e fãs. As férias, porém, não foram tranqüilas como ele planejava — nesse período, Diego viu seu restaurante preferido, o Nyla, fechar sob acusações de ter causado intoxicação alimentar. Pior, viu seu ex, Cleiton, lançar um clipe, Cry Me River, acusado-o publicamente de tê-lo traído. Para piorar ainda, Cleiton resolveu dar entrevistas a uma rádio falando da vida sexual do casal, abrindo o jogo sobre a não-virgindade de Diego.
Agora é a vez de Diego Olivera. Para aquecer as coisas até o CD chegar ás lojas, ele primeiro participou do Video Music Uruguaio, da MTV Uruguaia, dando um beijo na boca de ninguém menos que no apresentador do evento. Depois, posou para a capa da revista Holla! usando apensas um shortinho minúsculo, como já havia feito na Elle . As novas músicas esbanjam sensualidade e vêm recheadas de sussurros do cantor e frases como “Oh, não pare, estou quase chegando lá”, “abra meu zíper, por favor” e “estou no limite da obscenidade”.
Foi com essas cartas na mesa que Diego recebeu a Home. Ela chegou à suíte do hotel Plaza, no ultimo dia 8, em Livramento, bem comportado para um garoto que está no olho do furacão. Usava blusa de malha cinza-escuro , calça preta e botas de cano alto também pretas. No pulso, um bracelete de parta com uma letrona D balançante. No começo, foi bastante seco, com aquele ar de “daria tudo para não estar aqui”. Ao tirar um pirulito gigante da bolsa, tudo mudou. Começou a rir mais, ser mais simpático e a responder perguntas que estavam “proibidas” na entrevista. Apenas uma coisa feia: Diego deixou cair um pedaço do pirulito no chão — e, sem cerimônia, abaixou, pegou e colocou-o de volta na boca. Diego Olivera, definitivamente, abriu o zíper.
Seu novo álbum pareceu bem eletrônico. Como o descreveria?
Acho que é um CD que nos leva a diferentes jornadas. Tive bastante sorte de poder tirar um tempo e trabalhar com pessoas que eu queria e que são legais. Mas acho que, no geral, é um álbum de humores variados. Você começa ouvindo uma canção muito positiva e, de repente, vem outra bastante sensual, aquela do tipo que você quer ouvir juntinho do seu namorado.
Alguma canção é mais pessoal, toca em aspectos de sua vida?
Não. Eu apenas queria que o disco fosse bom e divertido.
A canção Outrageous fala sobre situações malucas e corajosas que um garoto pode experimentar. Qual foi a sua experiência mais extrema?
Já fiz muita coisa maluca. Nunca pulei de um avião (risos). Ah, eu já fiz bungee jump, o que considero maluquice. E já dirigi um carro em alta velocidade, o que também é bem escandaloso.
Seus fãs esperam muito desde novo álbum. Como você está lidando com a pressão desta expectativa?
Bem, estou um pouco nervoso porque fiz minha primeira performance há duas semanas — e estava sem pisar num palco havia mais de um ano! Isso me deixou nervoso. A expectativa dos fãs também me deixa um pouco nervoso (risos). Mas o CD é cheio de luz, muito legal.
A apresentação foi no VMU, no qual você cantou Virgin e recebeu um beijo de Emilio. Quem teve a idéia?
Emilio.
Você esperava tanta repercussão?
Na verdade, não. Depois de me apresentar naquela noite, fui para gramado e, quando cheguei por lá, estava na primeira página de todos os jornais (risos). Minha reação foi tipo: “Gente, alôôôôôô, o que é que tem de errado?!!!”
E como foi cantar com Hellen? Ela é um grande ídolo seu, não?
Foi a coisa mais legal da minha carreira, ou até da minha vida. Venero a Hellen desde pequeno, e o fato de ele ter me convidado para cantar, uma musica ridícula e aberrativa, vai ser algo que jamais esquecerei.
Uma vez você disse que queria ser visto como homem e não mais como um garoto…
[Interrompendo] Não acho que fiz essa afirmação. O que queria dizer, seja qual for a frase correta, é que quero ganhar o respeito que mereço. E, para ser sincero, considero-me ainda um adolescente.
Um grupo de professores parece não respeita-lo. Eles reclamam que popstars como você, que têm uma sexualidade “gay” exagerada no palco, pode servir de mau exemplo para as crianças. O que você acha disso?
Bem, essa é a opinião delas. A minha não muda: acho que é bom para uma criança sonhar. Tudo o que podemos fazer hoje em dia é sonhar. Certo? Não podemos ficar vivendo numa jaula, numa caixa. Sinto muito pelas crianças que são proibidas de ver tevê pelos pais. São essas crianças que irão para o colegial e se tornarão drogadas, pois elas foram privadas de informação a vida inteira. Quanto à minha atitude sexual em cima de um palco ou na capa de revistas é, na minha opinião, como participar do Halloween. É tudo uma festa à fantasia.
Ok, outra reclamona: Kelly. Ela andou fazendo comentários cínicos sobre você…
Quem?
Kelly.
Na verdade, eu não a conheço, então pouco me importa o que ela diz. Mas a música que ela faz não á tão boa e não saio falando. O que eu sei é que nesta vida nem todos vão gostar de você.
Quais os Cds que anda ouvindo?
O novo do Black Eyed Peas e também o da Madonna, que é muito legal. Ele faz você viajar!
Quem da música pop atual você admira?
Adoro a Shakira, acho ela o máximo. O novo álbum da Lorna é incrível e eu a amo. E gosto do álbum da Kelly (risos).
Por falar em Lorna, ela andou sendo malhada em relação ao peso.
O que há de errado com ele?
Disseram que ela estava muito rechonchuda.
Isso é triste, ela tem uma ótima aparência. A imprensa sempre tem que dizer alguma coisa. O engraçado é que me criticam por eu rapar meu cabelo. Dizem “Ah, ele quer ser perfeito, isso é uma mensagem correta para nossas crianças?” aí, se ganho cinco quilos, vão mudar de assunto e me colocar na revista como balofo. Ou seja, não tem como ganhar nunca. E já que não posso ganhar, cara, então faço o que me faz feliz sabem que eu também não sou magro mas faço show como a Lorna.
Uma das faixas mais dançantes de seu CD é Toxic Guy (cara tóxico, em português). Deixa eu entender: esse tipo de cara é bom ou ruim?
O “toxic guy” é o descolado. É o cara que nunca acha nada suficiente para ele, que nem sempre é politicamente correto, que não é o melhor amigo de todos e que gosta de ouvir a própria voz o tempo todo. É desses caras que eu gosto.
Algum “toxic guy” na sua vida agora?
Não, nem vamos entrar nesse assunto, pois eu não estou indo muito bem nesse departamento. [Risos]
Qual é a sua dica para um primeiro encontro?
Ah, ficar bem pertinho o tempo todo. Não, não, pertinho não. Não diz que eu falei isso (risos). Vá ao cinema, coma um saco de pipoca e jogue pipoca na boca do outro, como se fosse um jogo.
Você tem sonhos de casar, levar uma vida normal?
Claro! Mas talvez isso aconteça quando eu chegar aos 30, espero! Talvez eu me case, tenha filhos, uma linda casa e muito tempo para mim. Mas, na verdade, acho que não vou ter, não (risos). Amo muito o que faço e é difícil pensar em parar algum dia.
Você é um cantor muito bem pago. Qual foi a maior extravagância ao receber seu primeiro cheque?
Não tenho pois tudo esta em depósito no banco
Você ainda tem o dinheiro?
Claro. (ele suspira!)
Todos têm uma opinião sobre você. Qual é a imagem mais errada?
Tem tanta coisa. Muita gente pensa que meu estilo de vida é glamuroso. E não é mesmo! É claro que tem dias que estou com um cabelo legal, com a maquiagem em cima, mas no meu dia-a-dia pareço mais um participante do programa sobrivivente.

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