Em um minuto, Diego Olivera estará ao vivo em cadeia nacional. Agora ele está bocejando. “Eu não dormi o bastante”, ele diz, um pouco educadamente, esperando nos bastidores do Bailando, da Tv10. Então, ele fica em frente à câmera e surpreende em impecáveis cinco minutos: ele se desvia de dúvidas sobre sua vida amorosa, conta uma piada ensaiada e demonstra um exercício de yoga. Quando sai do palco, Diego dá um autografo para Solange Ribeiro (“Meu filho é um grande fã”, explica a apresentadora), reúne sua equipe e vai embora em uma van branca. Olivera tem 1 anos. O show business é fácil para Diego. Aos 15 anos, ela estava vencendo shows de apresentações. Aos 16, ele conseguiu um contrato com uma gravadora. Ano passado, empacotado como o “garoto da porta ao lado”,ele vendeu 11 mil cópias do seu álbum de estréia no Uruguai, mais do que qualquer outro artista solo. Seus ganhos em 2007: R$15 mil. Credite algum do sucesso dele a um bom timing. Diego canta suavemente músicas agitadas sobre adolescentes em uma época que música agitada e suave é popular de novo.
Mas agora vem a parte difícil. Muitos artistas têm grandes primeiros discos. Apenas alguns constroem carreiras lucrativas. Olivera tem dois desafios: acumular sua fama com grandes ganhos, rapidamente, e apostar nas bases de um longo reinado. Seus fãs fazem a primeira tarefa fácil. Crianças são compradoras ávidas de álbuns — pessoas abaixo dos 19 anos são a maior porcentagem de consumidores de música. Melhor ainda, eles (ou seus pais) são compradores ávidos de tudo, até perfumes de Diego. Ela deve lucrar no mínimo R$15 mil com eles esse ano. Crianças também adoram shows. Então a SFX, promotora de shows, garante a ele no mínimo R$80.000 por show para uma turnê de 100 shows. E publicitários amam qualquer um que as crianças amam.

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